Sabia muito bem o que aqueles olhos no espelho queriam lhe dizer. E o que era confirmado pelas mãos trêmulas e pela falta de ar. Não restavam dúvidas de que sua presença a desconsertava e por mais que parecessem naturais as longas conversas diárias, ela enxergava claramente onde iriam chegar.Sentia-se atraída por ele sim. Estava apaixonada. Adorava o seu dinamismo, a sua inteligência e o seu humor. Gostava mais ainda quando procurava a sua companhia, sem culpa e sem pudor.
Ela divagava sobre suas diferenças, sobre seus interesses e objetivos, quase sempre tão distintos. Queria saber mais sobre ele, sua vida, seu passado. Ele admirava a sua beleza, seu jeito empolgado e a sua inocência em não entender certas brincadeiras. Adorava quando o tocava, o elogiava e o solicitava com urgência. Coisas de menina novinha, sempre tão afobada!
Discutiam assuntos diversos. Restavam juntos sem nada dizer. Se riam e se desviavam. Os olhares os entregavam. Nada precisava ser dito, mesmo porque nada poderia ser feito. Permaneceriam assim. Até quando não sabiam.
***
Nossa, esse é do fuuundo do baú!
3 comentários:
acabei de ler seu ultimo texto, adorei como sempre bjs e fica com deus!!
Que saudades dessas sensações. Me lembrou o amor de infância de Bentinho e Capitu.
Bjos, Cris!!
Cristina, vc mudou de lay, endereço, alguma coisa do tipo? Tá diferente aqui!
Eu já havia lido esse texto!
E a foto de baixo é adorável. =)
boa semana pra vc!
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