sexta-feira, 27 de maio de 2011
Era só uma miragem
Quando chega o momento em que a auto-estima está no chão, em que não se importam com o seu bem-estar e que o anulamento abre espaço para a raiva. é essa a hora em que a vontade de ir embora vem e insiste em lhe arrastar de volta para o seu lugar. São anos e anos tentando encontrar um lugar que parece não existir, onde satisfação e reconhecimento caminham lado a lado e onde é possivel ter qualidade de vida, diversão e, ao mesmo tempo, evoluir com tranquilidade e motivação.
Na sala
Como enquanto o professor fala e o aluno balança
a cabeça, fingindo estar entendendo tudo. Acoplado a esse cenário, como se
também fosse inanimado, como se não se movesse, não falasse ou raciocinasse.
Parte integrante do grupo de todos os seres inanimados, daqueles que não fazem
falta quando são retirados do lugar e dos quais só se nota a ausência, meses
depois de que saíram dali. Invejando todas as árvores que estão fora dessa
janela, fazendo fotossíntese, gozando o sol quente cobrindo toda a superfície,
desprovidas de ar-condicionado e movidas pela inércia do ar que insiste em ir e
voltar.
Um dia viverei como elas. Haverei a liberdade
como elas e me moverei como elas. Fora desse cenário que faz sentir a
inutilidade que perfura a pele, sangrando por dias em silêncio invisivelmente.
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