quarta-feira, 22 de julho de 2009
O cheiro de absinto no corredor. o passaro que canta sempre a mesma cançao sem jamais diversificar, o nascer preguiçoso de um sabado cinza la fora. A mesma atitude habitual de nao saber sustentar as proprias mentiras. A maquiagem escorrida no espelho, o olhar alegre e ainda cansado, a melodia que nao para de se repetir em minha mente. As semanas se passam assim, sem aprender com os erros, sem tempo para refletir, sem espaço para me desenvolver, produzir, raciocinar, enxergar, absosrver.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Aqui já são quase 3h da manhã, mas não quero ir dormir sem lhe escrever. Hoje eu sonhei com você, qualquer coisa à toa, mas acordei chorando. Sei que é uma dor que tem ameaçado vir, mas não acha espaço em meio a tantas mudanças. O choro me vem quando a casa está cheia e eu quero ficar trancada no banheiro, a lembrança vem nas fotos ao lado da cama, nos presentes que você me deu e estão aqui comigo, nos planos que fizemos e nos lugares pelos quais passamos. Não adianta mudar o caminho, rasgar as fotos, me ocupar com outras coisas, você esta em todo lugar.
A ruptura que eu previa há tantos meses era pra evitar o prolongamento desse sofrimento presente comigo até hoje. Já me bastaria, mas ainda não bastou. Ainda falta chorar, sofrer, relembrar para esquecer. tentar entender e amadurecer a idéia do quanto nossas vidas mudaram. E não faço idéia de que sentido faz eu lhe dizer isso ou qualquer outra coisa se tudo será como é ao menos por agora.
Mas eu precisava dizer.
A ruptura que eu previa há tantos meses era pra evitar o prolongamento desse sofrimento presente comigo até hoje. Já me bastaria, mas ainda não bastou. Ainda falta chorar, sofrer, relembrar para esquecer. tentar entender e amadurecer a idéia do quanto nossas vidas mudaram. E não faço idéia de que sentido faz eu lhe dizer isso ou qualquer outra coisa se tudo será como é ao menos por agora.
Mas eu precisava dizer.
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