Era um fim de tarde que não se acabava mais. Tarde que era noite e noite que ainda era dia. Praia que era rio e mata que era fogo. Parece que quando fomos colônia alteramos ordem e lógica de um bocado de coisa.
Tinha essa cidade de pedra com a rua tomada por duas facções rivais enquanto a missa não acabava.
Tinham flores na janela para nos lembrar que beleza importa sim e melhora o dia de quem a encontra.
Tinha vastidão no continente e tempos de paz.
Eu, você, nossos livros, sol e muita água.
Foi sobre conhecer um território através dos olhos do outro, pelos seus afetos, lembranças, amores e sotaques.
E foi uma série de tesouros escondidos, de todos os tipos e por toda a parte.
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