Por mais que o tempo passe, eu não consigo me desvincular das pessoas que passaram pela minha vida. Ha dias tenho em mente o que você me falou. “Espero por qualquer virada. Alguma coisa que me faça sentir vivo, mas você sabe, não é fácil”.
Sei bem que, quando passei por ai, tirei varias coisas do lugar e já era hora de acabar com toda a sua ordem. E lamento não poder continuar o desconserto.
Grande parte do que deve ser feito, só pode ser feito por você mesmo e eu realmente espero ter ajudado. A lhe fazer refletir, a sair da sua zona de conforto, a balançar o seu coração e a lhe fazer enxergar tudo de uma maneira mais leve. Eu estava simplesmente na minha melhor fase, vivendo a minha mais completa liberdade e ter estado ao seu lado só contribuiu para que eu me sentisse melhor. Queria dividir com você todo o meu bem-estar, pois sabia que, mais do que precisar, você merecia.
Nos identificamos em meio a tanto infortúnio, a tanta frivolidade e a tamanha desconexão. Nos enxergamos na multidão e nos encontramos em meio ao caos. Eu realmente precisava estar com você por qualquer instante, qualquer segundo, mesmo que para somente continuar ouvindo a sua voz.
Mas foi mais. Fui descoberta por você, sempre tão atento às minhas palavras. Fui surpreendida pelas suas historias. Ganhei sua confiança, essa mesma, tão rara e preciosa. E fui agraciada pelo seu querer. Eu não podia ir embora sem antes bagunçar um pouco a sua vida. A sua mente. Era só isso que eu queria quando me aproximei e quando insisti tanto, que fosse inesquecível. Que existisse. Que fossemos, ao menos por um dia, nós dois.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Nesse quarto
Estagnaram-se ar e pensamentos nesse quarto de maneira que não podemos mais permanecer aqui fechados sem a corrente que renova folego e vísceras a cada manhã.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Virando bicho
Eu me encontrava apatica, fria e nao reagia nem mesmo aos mais
perversos acontecimentos ocorridos bem diante dos meus olhos. Entendi,
enfim, quando me disseram: "aqui a gente vai virando bicho". E era isso:
faltava amor, carinho, beijo, abraço, cuidado e calor humano. Faltava
vida. Mas seguiamos todos juntos naquele barco levando conosco a mesma
epidemia rumo a uma direçao que nao poderia nunca mais ser retomada.
Você
Quanto mais eu lhe conheço, mais me dou conta que eu esperava por você. Era você. É você. Só você. As nossas vidas tinham que se unir. E veja bem em que modo estranho (e perfeito) elas se cruzaram. Enquanto você brincava sozinho ai, eu também brincava sozinha aqui. Enquanto você mergulhava no lago, eu mergulhava na cachoeira. Enquanto você lia mil livros, eu me apaixonava por cada historia que havia em mãos. Enquanto você cortava a laranja daquele jeito, ou comia peito de peru com ricota, ou fazia vitamina de banana com morango, eu fazia tudo igual do outro lado do mundo. Quando nós dançamos juntos, você sentia o meu perfume de um lado, enquanto eu sentia o seu do outro. Enquanto você falava, desculpa, mas eu não tinha a menor ideia do que você estivesse dizendo. Estava muito ocupada entre barba, olhos, sorrisos e gestos. Mas eu concordava e concordo ainda hoje. E me parece que para você será sempre assim. Para você, a minha resposta será sempre sim. Somos duas partes diferentes de uma mesma coisa. Somos quintas-feiras iguais de um mesmo ano em meses diversos. Somos a mesma coisa em hemisférios invertidos. Somos peixes e gêmeos em continentes diferentes. Somos o norte e o sul do mundo. Somos dois idiomas que se entendem de alguma maneira. Somos, finalmente, eu e você.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
No outono
O perfume de jasmim invade o meu quarto essa noite mesmo tendo as janelas fechadas e sendo outono. E isso é algo que eu gostaria de dividir com você. Como o sabor da torta de chocolate com coco que comi essa tarde no meu café preferido nessa cidade. Como a alegria de ter encontrado o ônibus que me esperava na parada do centro e o inacreditável fato de não ter pego transito em uma sexta-feira à noite nessa capital especializada em oferecer momentos desperdiçados e horas mortas, quando tudo aquilo que você mais quer é voltar para casa e ver TV no sofá. Queria viver cada um desses momentos junto a você. Cada besteira, cada frivolidade que, eu sei bem, vividas ao seu lado teriam um outro significado. Eu já sei bem que não irei suportar por muito a distancia. Pergunto-me a cada dia o que ainda faço aqui e não vejo a hora de descobrir como é uma vida vivida junto a você.
domingo, 31 de março de 2013
Seguindo certezas
Peguei a minha certeza, vinda não sei bem de onde, e apostei nela todas as minhas fichas. Só assim sei jogar e há muito tempo não estive tão certa. O que virá, ou se terá valido a pena, não me interessa. Eu preciso seguir essa certeza. Eu preciso pagar para ver.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Do que restou intacto
Eu não serei capaz de mudar velhos hábitos alheios. De todas as coisas inanimadas que eu reencontrei aqui, você foi a que melhor representou o seu papel de permanecer intacto com o passar dos anos.
Nenhum progresso, nenhuma ação de melhoria e nenhum passo em direção ao seu próprio desenvolvimento.
Eu precisava mesmo desse contato com uma realidade que sempre existiu e que eu nunca fui capaz de enxergar. Eu precisava, e ainda preciso, de muito mais do que você está disposto a me dar e estou feliz em ter conseguido, finalmente, notar que a vida teve seus motivos para nos separar.
Nenhum progresso, nenhuma ação de melhoria e nenhum passo em direção ao seu próprio desenvolvimento.
Eu precisava mesmo desse contato com uma realidade que sempre existiu e que eu nunca fui capaz de enxergar. Eu precisava, e ainda preciso, de muito mais do que você está disposto a me dar e estou feliz em ter conseguido, finalmente, notar que a vida teve seus motivos para nos separar.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Das coisas que você enxergou em mim
Eu queria não ter sido tocada por tudo isso que você diz, mas a minha vontade é em vão. Eu sigo seus chamados. Eu fico perdida nos seus passos. Eu me acho nos seus espaços. Eu abro a geladeira e você está lá. Nas fotos, o seu sorriso. Na memória, o seu jeito de falar. Nos escritos, a poesia do meu olhar. Eu percebi que o fato de não lhe escrever não lhe afasta dos meus pensamentos. Descobri que o que você despertou em mim não se abafa tão fácil e é inútil tentar não enxergar o seu sorriso, lembrar sua voz, sentir seu toque.
Eu vejo o seu rosto em todos os corpos. Eu lhe vejo pela cidade que não é sua. O que não vivemos ganha cores, movimentos, enredo e trilha sonora. Ganha vida própria e essa vida não tem limites. Passo horas em uma realidade que nunca existiu, sinto falta do que não vivemos juntos e vontade de viver o que não nos foi permitido. Eu quero lhe escrever, mas não sei o que dizer. Eu quero lhe ver, mas não tenho um porquê. Eu quero mudar minha vida e estar junto a você por pequenos momentos que tragam algum sentido a esse querer.
Que se dane a paz e a tranqüilidade que você tanto insiste em me devolver. Eu gosto mesmo é do turbilhão que você trouxe à minha vida em questionamentos e dúvidas sobre tudo aquilo que sempre foi tão certo pra mim, que me fizeram enxergar o mundo que nunca vi e a ter vontades que nunca me permiti. Eu já me apeguei e não consigo ser indiferente à sua busca. Eu não consigo mais dormir, eu penso em todas as possibilidades, eu penso no futuro e em um passado diferente do que foi. Eu lhe busco e me encontro.
Quero mesmo é que você volte e desfaça o que já arrumei e me cobre atitudes adultas como encarar os fatos de frente e respeitar os meus desejos. Quero que me diga quando vem e que não aceita não me rever. E não haverá Pessoa, Almodóvar ou Neruda que sacie o que ainda temos a viver.
Quero a permissão para reencontrar a sua risada, ouvir sua voz e rever seus olhos sobre mim enxergando tudo aquilo que ninguém mais é capaz de ver. Quero o seu carinho, o seu beijo, o seu cheiro e quero mais ainda a sua visão de mundo. Eu quero acreditar que sou aquilo que você vê em mim e ser feliz assim. Mas tudo que me resta fazer é guardar o que sinto e esperar por um pretexto que me permita dizer aquilo que eu ainda não soube entender.
(Publiquei esse texto no meu antigo blog em 26 de agosto de 2007, data em que o redigi)
Eu vejo o seu rosto em todos os corpos. Eu lhe vejo pela cidade que não é sua. O que não vivemos ganha cores, movimentos, enredo e trilha sonora. Ganha vida própria e essa vida não tem limites. Passo horas em uma realidade que nunca existiu, sinto falta do que não vivemos juntos e vontade de viver o que não nos foi permitido. Eu quero lhe escrever, mas não sei o que dizer. Eu quero lhe ver, mas não tenho um porquê. Eu quero mudar minha vida e estar junto a você por pequenos momentos que tragam algum sentido a esse querer.
Que se dane a paz e a tranqüilidade que você tanto insiste em me devolver. Eu gosto mesmo é do turbilhão que você trouxe à minha vida em questionamentos e dúvidas sobre tudo aquilo que sempre foi tão certo pra mim, que me fizeram enxergar o mundo que nunca vi e a ter vontades que nunca me permiti. Eu já me apeguei e não consigo ser indiferente à sua busca. Eu não consigo mais dormir, eu penso em todas as possibilidades, eu penso no futuro e em um passado diferente do que foi. Eu lhe busco e me encontro.
Quero mesmo é que você volte e desfaça o que já arrumei e me cobre atitudes adultas como encarar os fatos de frente e respeitar os meus desejos. Quero que me diga quando vem e que não aceita não me rever. E não haverá Pessoa, Almodóvar ou Neruda que sacie o que ainda temos a viver.
Quero a permissão para reencontrar a sua risada, ouvir sua voz e rever seus olhos sobre mim enxergando tudo aquilo que ninguém mais é capaz de ver. Quero o seu carinho, o seu beijo, o seu cheiro e quero mais ainda a sua visão de mundo. Eu quero acreditar que sou aquilo que você vê em mim e ser feliz assim. Mas tudo que me resta fazer é guardar o que sinto e esperar por um pretexto que me permita dizer aquilo que eu ainda não soube entender.
(Publiquei esse texto no meu antigo blog em 26 de agosto de 2007, data em que o redigi)
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Pequenas grandes transformações
Das coisas que permanecem guardadas para um dia pegar voo, para um dia deixar de esperar e se tornar vida real, se concretizar, ser verdade, ser gosto, adrenalina, suor e matéria. Das coisas que sò acontecem aqui dentro e ninguém pode se dar conta. Das coisas que nao parecem estar acontecendo, mas que jà começaram a acontecer faz tempo.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Lucidez
São todas essas paginas em branco que escondem uma história de infelicidade, de total consciência e lucidez da minha própria auto-sabotagem ao me sujeitar a uma vida em que não estão presentes elementos que representam a minha essência. Essa mesma que parece esquecida entre aparências, decisões tomadas sem segurança e estradas escolhidas erroneamente em um trajeto que me anula e me distancia, cada vez mais, daquilo que eu sempre quis.
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